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Contato

Fitoterapia

[1.fitoterapia em geral]

[2.MEDICINA UNANI ]

[2-1 As temperaturas das ervas ]

[2-2 Ervas e astrologia]

 [3. MEDICINA RÚSTICA]

 [4. PLANTAS NA MAGIA MODERNA]

 [4-1 Funções mágicas das ervas]

[5. CONCLUSÕES]

[6. LITERATURA]

 

por Dr. Leo Schoof

 

A fitoterapia moderna é um ramo da medicina moderna, convencional, baseada nos mesmos princípios científicos, com a distinção que os remédios aplicados são de origem vegetal e ainda na forma crua. Os trabalhadores de saúde que usam fitoterapia normalmente a combinam com outras técnicas e tratamentos, que podem ser os mais diversos; e a colocam dentro de uma determinada filosofia.

 

A medicina caseira, medicina rural, medicina popular também usa produtos vegetais para a cura ou tratamento, mas usualmente é baseada em conceitos diferentes. Embora uma parte provavelmente é empírica e outra vem dos conhecimentos indígenos, suponho que a grande maioria das técnicas e procedimentos de curo no centro-sul do Brasil descenda dos conhecimentos rurais europeus. Provavelmente era enriquecido com o uso de "semelhares", e com certeza enfluenciado pelos outros povos que entraram no pais.

 

Para poder intender os elementos que aparecem nos sistemas não modernas de saúde levará a frente a base da medicina europeia, que no meu ponto de vista é a medicina unani.

 

A medicina grega e romana forma a base original: juntaram, organisarem e sistematisaram os conhecimentos anteriores. Depois do grande cataclismo do século V parte substancial caiu no esquecimento. Durante o Renascimento na Pérsia, no século X foi redescoberta e incorporado na medicina Unani (=iónica =grega). A partir daqui enriqueceu a medicina medieval na Europa e a medicina Árabe, incluindo nos centros da cultura na Espanha. Depois se espalhou.

 

Tratarei alguns componentes da Medicina Unani (que tem centenas de milhões de adeptos). Depois levanterei algumas técnicas de aplicação da medicina rústica, (que ainda tem dezenas de milhões de adeptos) bem como alguns idéias comparáveis da Bruxaria Moderna (com algumas dezenas de milhares de adeptas no Brasil e milhões no mundo). Espero que ajudará de entender os elementos envolvidos nestas sistemas não convencionais de saúde.

 

A medicina convencional está se esforçando de buscar remédios novos em outros sistemas de saúde, principalmente na medicina rural e na medicina indígena. É necessário de ter nação dos elementos que compõem estes outros sistemas.

 

2. MEDICINA UNANI   [topo]

 

Medicina Unani foi fundada na Pérsia aproximadamente no ano de 980. Tem a maior expansão entre os povos de religião monoteística: judaísmo, cristianismo, islame. Quer curar com as forças do espírito humano. O corpo humano é regido por quatro humores (forças quase materiais): sangue, flegma, bílis amarelo e bílis preto; doenças tem o origem em desequilíbrio dos humores ou em erros de longa duração na alimentação. Portanto a cura é a restauração da balança. Para descobrir a causa o temperamento de cada um dos quatro humores precisa ser avaliado. A diagnose é feito por observações gerais, maneira da vida, pulso, urina, fezes, abdominal e palpação. Especialmente ao pulso é muito importante, leve anos de treinamento para descobrir todas as sutilidades neste. A cura leve em conta os quatro elementos: água, terra, ar e fogo. Na cura usam-se dieta, usa de ervas, jejum e abstinência, purgação, aplicar ventosas (taças de vidro), banhos e atares (essências). Mas também tenta-se refortalecer a vontade dos pacientes e de mudar os hábitos e a dieta , de viver melhor, especialmente de não usar álcool, nem porco, de fazer jejuns regularmente. Algumas das ervas mais usadas são: sena, cominho, gengibre e sementes de Nigella sativa.

 

Foi fundado por Hakim (=grande mestre) Ibn Sina, ou seja: Hakim Abu Ali Abdullah Husayn Ibn Sina, conhecido por nos com o nome de Avicena, um médico genial, que nasceu na Afeganistão. Ele era um estudioso que se baseou em toda a ciência da época e dos velhos gregos. Unani é um dos grandes sistemas de cura do mundo, talvez usado por 20% da humanidade. Grande parte da fitoterapia moderna, bem como das sistemas tradicionais, tem sua base no unani, e são de uma moda ou outra derivadas das obras de Avicena. Todos os princípios de humores, de "calor" dos remédios, a influência cósmica etc.

Avicena era muito produtivo, escreveu centenas de livros, entre os quais sobre medicina: Kitab ash-Shifa (O livro da cura) uma obra monumental e Al-Qanun fi'l at-Tibb (O cânon da medicina), que é considerada obra médica mais famosa que existe.

A base da medicina unani é de estimular o corpo de se curar se mesmo. Isto tem que ser feito de maneira cuidadosa, sem causar outras desequilíbrios no corpo. É um sistema de cura natural usando as próprias forças de cura do corpo, que podem ser estimuladas por dieta, por mudança de hábitos, pelo uso de alimentos curativos (os "nutrientes"), de ervas curativas nutricionais (os "nutrientes medicinais") e de terápicos naturais (os "medicamentos").

Quatro grandes mestres da cultura islâmica eram conhecidos na idade média e tinham grande influência até no início do século passado:

Ali ibn al-Abbas al-Majusi (Jesu Haly), al-Razi (Rhazes), Ibn Sina (Avycen, Avicena) e Ibn Rushd (Averrois).

 

As preparações podem ser administradas em várias formas, dependendo da erva e da aplicação:

$          Água; colocar a erva fresca ou seca de molho em água pura, deixar por 4 horas no sol, coar e tomar.

$          Cápsulas, especialmente para ervas de gosto ruim; gelatina contém tecidos bovinos e suinos.

$          Cataplasmo, fazer decocto bem forte, aplicar o líquido junto coma erva num pano, aplicar no lugar afetado e cobre com mais pano limpo.

$          Conservas, a erva misturada com mel ou açúcar, de preferência rapadura ou demarara, ou de tâmara, uma parte (em peso) de erva fresca com 3 de adoçante, quando pronto rolar em pó para não ficar grudento

$          Decocto, especialmente de casca e raízes, uma colher de chá por copo de água, deixar cozinhar por dois minutos, depois a fogo brando por mais 20 minutos. Adoçar a gosto, com mel ou outro adoçante.

$          Emplastro, amassar a erva fresca e colocar entre duas peças de pano, umedecer levemente e aplicar externamente.

$          Essência, misturar 4 gotas de óleo essencial puro, por meio litro de água. Não usar óleo sintético.

$          Fomentação, colocar pano com infusão ou decocto na área afectada

$          Infusão, 15-30g da erva de preferência fresca, num copo de água fervente; deixar de molho por 3-5 minutos, coar; usar quando ainda fresco, não guardar. É uma forma considerada bem fraca.

$          Jujuba, uma pasta de partes iguais de açúcar e goma arábica

$          Leite materno, obtido fresco ou congelado, tomado como remédio rejuvenador.

$          Óleo etérico, aquecer cerca de 75g de erva fresca em meio litro de azeite puro com 601C, coar e engarrafar.

$          Oximel, uma mistura de 5 partes de mel e uma de vinagre.

$          Pomada, vide unguento

$          Supositório, usar uma gordura vegetal, ou mistura que é sólida no temperatura ambiental, mas derrete no corpo e mistura as ervas em pó;  existe em várias formas: rectal, de forma adagaçada, de cerca 2g; uretral, de cilíndrico fino, de 2g, vaginal, ou ovo, oval e de 5g.

$          Tintura, misturar 1 parte de erva em pó ( ou mais se a erva for fraca) em 4 de água e 12 de vinagre de maçã; agita 3-4 vezes ao dia por 2 semanas, daí junta 1/4 parte de glicerina, agita, decanta e engarrafa.

$          Unguento (ou pomada) baseado em óleo de amêndoa, cera, óleo de côco, gordura vegetal etc, juntar quanto erva que cabe, aquecer a baixa temperatura, 651C por 3-4 horas, coar e deixar esfriar. Ou misturar a base com a erva em pó, ou com um decocto muito forte e engrossada de erva.

$          Xarope; preparar decocto ou infusão de erva bem forte, peneirar muito bem, misturar açúcar demarara ou mel.

 

Na cura tenta-se de estimular o corpo de se autocurar. Os remédios, dietas etc. ajudam este processo. Era necessário de conhecer o corpo: o paciente, a doença ou afecção, a cura: o processo de curo e o remédio. As características e as propriedades destes quatro elementos precisam combinar, concordar e se fortalecer.

 

Pessoas eram classificados entre outras também segundo os seus temperamentos, reinados por humores, para qual tratamentos e remédios que combinam precisavam ser achados:

$          Sanguínico, reinado pela sangue; caracterizado pela volatilidade, amoroso, feliz, generoso, optimístico, irresponsável; no fígado; com elemento ar; é quente e úmido; do tipo corporal corpulento e de bochechas roxas; estação: primavera

$          Colêrico, reinado pelo bílis amarelo; caracterizado pela energia, angûstia, é violento, vingativo, ambicioso; no baço; com o elemento fogo, é quente e seco; do tipo corporal esbelto, de cabelos vermelhos; estação verão

$          Flegmático, reinado pela flegma; caracterizado pela rotina, perseverança, é lerdo, preguiçoso, pálido, covarde; nos pulmões, com o elemento água, é frio e úmido; de tipo corporal corpulento; estação: inverno.

$          Melancólico, reinado pelo bílis preto; caracterizado pelo tristeza, é introspectivo, sentimental, glutão; no vesícula biliar; com o elemento ar, frio e seco; do tipo corporal lívido, magro; estação: outono.

 

Os remédios eram classificados entre outras também segundo os seus sabores, que tinham que ser de acordo com os demais :

$          salgado, sal, energizando

$          doce, mel, suavizando

$          amargo, bílis, contraindo

$          azedo, vinagre, ativando

$          unani, o quinto sabor (p.ex. queijo velho), agindo na totalidade

 

2-1 As temperaturas das ervas   [topo]

 

A medicina antes da era moderna pudia escolher entre remédios do reino vegetal, do reino animal e do reino mineral. Muitos dos produtos utilizados agora nós parecem estranhos, outros já são provados de causar danos à saúde em vez de poder curar. Para saber escolher entre os remédios era necessário de saber as suas virtudes, regulados pelas temperaturas.

A temperatura de cada remédio era diretamente relacionada com as suas virtudes, as características que tinha para poder curar. As temperaturas dos remédios eram em realidade derivadas das doenças que podiam curar. Desta forma as características da doença eram usadas para classificar o remédio.

 

Foram destintas quatro temperaturas para os remédios:

$          quente,           para esquentar o corpo, fortificar

$          frio,                para esfriar o corpo, abaixar a febre

$          molhado,       para umidificar o corpo, nutrir

$          seco,               para secar, contra inflamações

 

Os remédios sempre tinham dois temperaturas juntas, normalmente um para expressar o calor e outra a umidade.

Os quatro temperaturas existiam em quatro degraus, o primeiro sendo o mais fraco, o quarto o mais forte.

Desta forma uma doença pudia requerer um remédio que era quente e seco, além de ser bem forte, para agir bem.

A "temperatura" era diferente das quatro essências ou temperamentos, que eram usada para descrever e intender o mundo: terra, água, fogo e ar, bem como a quinta essência, que era a força vital. Esta não era relacionado com o remédio, mas sim com a cura, era a parte espiritual.

 

2-2 Ervas e astrologia   [topo]

 

Os virtudes dor remédios eram agrupados junto com as planetas que os "governaram": Sol, Mercúrio, Vênus, Lua, Marte, Júpiter e Saturno. Assim as ervas da Lua, por exemplo, tinham características em comum, funcionavam na manutenção dos líquidos no corpo, como diurético, na digestão. Frequentemente eram plantas suculentas que entravam na categoria da Lua. As doenças também eram classificadas conforme a influência das planetas e a cura precisava vir de uma erva com planeta oposta. Assim o Sol contrariava a Lua, Júpiter o Saturno, Vênus o Marte e Mercúrio era volátil.

 

No somente que os virtudes eram importantes, os cultivadores, os hortelãos precisavam se esforçar para desenvolver as qualidades certas das ervas. Por isto necessitavam plantar e trabalhar conforme as planetas e os signos, tomando em conta os fatores externos como o clima, o solo o estação do ano. Um equilíbrio precisava ser estabelecido entre as características da erva, o tempo, o clima os signos e as planetas. O hortelão tinha profundos conhecimentos de todos estas influências cósmicas e terrestres. Assim uma classificação básica era:

$          Saturno         é frio, seco e mal

$          Júpiter            é quente, úmido e bem

$          Marte                        é muito quente, seco e mal

$          Sol                  é bem quente, seco e bem

$          Vênus             é úmido, quente e bem

$          Mercúrio       é quente, seco e intermédio entre bem e mal

$          Lua                 é úmido, frio e intermédio entre bem e mal.

 

As condições preferidas de crescimento eram: bom e seco, quente e úmido. Não só que as plantas se desenvolveram melhor, mas também apresentavam melhor suas virtudes.

 

O serviço de cultivo também era organizado conforme os signos. Era importante de poder classificar bem a natureza das tarefas e executa-la sob o signo certo. Também era para estimular o crescimento e as qualidades: as virtudes das plantas. A lista dos signos com as suas características:

$          Aries, áries                              fogo, masculina

$          Taurus, touro                         terra, feminina

$          Gemini, gémios                        ar, masculina

$          Cancer, câncer                       água, feminina, úmida

$          Leo, leão                                  quente, seca e masculina

$          Virgo, virgem              terra, feminina, fria e seca

$          Libra, libra                              ar e masculina

$          Scorpio, escorpião                  água, fria, feminina, úmida

$          Sagittarius, sagitário            quente, seca, masculina

$          Capricornius, capricórnio      terra, feminina, fria e seca

$          Aquarius, aquário                  ar, quente e úmida, masculina

$          Pisces, peixes             água, fria e úmida, feminina

 

Para um bom cultivo era igualmente importante de ter amplos conhecimentos sobre o clima, um conceito muito mas ampla que somente o conjunto das regularidades e abnormalidades meteorológicos durante um maior espaço do tempo. Incluiava-se aspectos astrológicos. Era necessário de conhecer bem o clima da horta e das parcelas e as necessidades das plantas. Adubação e tratamento especial, mas principalmente o trabalho sob influência dos signos eram as ferramentas mais importantes que o hortelã tinha para influenciar o clima.

 

Os tipos básicos do clima eram, os climas de:

$          Leste               clima do nascer do sol, seco e um pouco frio

$          Sul                  clima do meio dia, é quente e um pouco seco

$          Oeste              clima do pôr do sol, úmido e um pouco quente

$          Norte             clima da meia-noite, fria e um pouco úmido

 

Para o hemisfério sul, o clima do sul e o do norte eram invertidos. Também era possível que condições locais permitiram uma classificação diferente.

Sistemas de produção de ervas, derivados destes conceitos, continuavam em uso até nos tempos recentes.

 

3. MEDICINA RÚSTICA   [topo]

 

A medicina rústica utilizou várias formas de cura: espiritual ou religiosa, mágica e o uso de substâncias e técnicas. Esta última inclui a fitoterapia.

Era aplicado pelas pessoas com conhecimentos específicos: os "doutores de raízes", as comadres, os "entendidos", os "mais velhos", raizeiros, curandeiros e cirurgites.

Nota-se que as plantas eram consideradas de curar pelas suas "virtudes" e não suas qualidades terapêuticas, baseadas na sua composição química.

As técnicas e formas de aplicação eram sempre acompanhados por um ou mais outros tratamentos.

 

Outro uso das plantas era na área da medicina mágica, na defumação medicinal, usado no tarô. As plantas principais, sagradas, eram jurema, alecrim, fumo e incenso. O uso era comparável ao uso de incenso na igreja católica.

 

Os usos na medicina rústica:

Chazinho: decocção simples, até 3 vezes fervida, ou infusão. Quase sempre adoçado com açúcar, às vezes já é

doce ou leva uma pitada de sal, tomado morno ou quente.

Melzinho, mezinho, é preparado da planta com mel, mas é preparado só para crianças.

lambadouro, lambedor, é feito com açúcar: dissolver açúcar em um pouco de água, deixa engrossar no fogo e colocar por cima de folhas ou casca medicinal. Deixar três noites no sereno e dar para as crianças lamber.

Garrafada é uma mistura de várias ervas, adoçada com açúcar mascavo, guardado em garrafa, principalmente para os homens tomarem.

Cataplasma, mistura de pó ou lascas de ervas com fubá ou farinha de mandioca. Aplicar quente.

Tópicos, são ungüentos: misturas de gordura ou graxa com pó de ervas, aquecer a mistura, juntar cera de abelha para dar mais consistência e cânfora para conservar. Aplicado frio.

Excretoterapia utiliza geralmente os tópicos com cera-de-ouvido, fel-de-boi, teia de aranha etcétera.

Sal é usada nos rituais, faz parte das misturas.

Purgante é remédio para tudo, normalmente é o óleo de rícino. É tomado para "declarar" a doença (ficar aparente)

Vomitório, é usado para se livrar de doenças, normalmente é tomada a ipecacuanha.

Suadouro, sudoterapia, é principalmente usado por adultos. É uma combinação de várias ervas tomadas à noite.

 

Os tratamentos adicionais são:

Dietas, comer alimentos especiais para prevenir ou curar problemas: órgãos sexuais de determinados animais etcétera.

Alimentos proibidos, porque fazem "mal" ou levam a determinados problemas de saúde, por exemplo podem ser "quente" ou "frio", um conceito não relacionado com a temperatura, nem a energia, nem a acidez. Ou não comer em certas épocas ou horas do dia.

Banhos, com água fria, do mar, rios, lagoas. Usados para se livrar de doenças, febres; faz parte de um ritual curativo. A água era misturada com chá de ervas, sal, cinzas etcétera. Um tipo especial são as "ajudas", os clísteres. Banhos da sorte são dados com: alfavaca, capim-cidró, hortelã e melissa. Banhos de defesa são dados com: alecrim, arruda, guiné, santa-bárbara, jurema.

Sangria, normalmente é feito com sanguessugas, ou pelo barbeiro. Para humanos não é mais aplicada, mas ainda para sarar animais doentes.

Massagens em determinadas partes do corpo, muitas vezes com a ajuda de outras substâncias, gordura animal, ervas etcétera.

Pirótica, a brasa era usada nos locais onde o "mal" se localizou. O fogo ou a brasa era colocado o mais perto possível, suportável.

Pingaterapia, o uso da pinga, muitas vezes misturada com ervas ou outras substâncias. É usada na forma de massagens, inalação ou tomada.

 

Um outro sistema popular de aplicação de ervas inclui:

$          Chá - por decocto (decocção)

$          Chá - por infusão

$          Tisana, nome popular para qualquer forma líquida de aplicar erva: decocto, infusão, maceração etcétera.

$          Poção, são formas mais concentradas: xarope, extrato, tintura etcétera, normalmente adoçada

$          Maceração, deixar a erva de molho frio: em pinga, vinho, álcool, azeite, vinagre, água fria

$          Tintura, deixar a erva em solventes: álcool (vinho, pinga e álcool de cereais)

$          pomada, ervas com banha ou óleo, misturar cera e cânfora

$          Na alimentação: em salada, sopa, guisado, escondida em uma banana

$          gargarejo

$          lavagem e clísteres

$          Suadouro

$          Fumigação

$          Cataplasma e compressa

$          Banho: quente, frio, alternados, de vapor, localizado, do pé, dos genitais, do tronco, de assento.

 

4. PLANTAS NA MAGIA MODERNA   [topo]

 

Seguem as características gerais atribuídas às várias plantas na magia moderna, ou Bruxaria moderna. São derivadas da Medicina Unani, mas ganharam outras dimenções. Estas são derivadas das influências dos corpos celestiais: as planetas. Agem sobre as plantas, os remédios, a cura e através disto sobre as pessoas.

$          Sol, assuntos legais, cura, proteção

$          Lua cura, fertilidade, sono, sonhos proféticos, paz

$          Mercúrio, divinação, poderes mentais, poderes psíquicos, sabedoria

$          Vênus, amor, amizade, beleza, fidelidade, juventude

$          Marte combate às maus influências, coragem, exorcismo e eliminação do negativismo, força, potência sexual, proteção

$          Júpiter, assuntos legais, fortuna, prosperidade, sorte, regras

$          Saturno, eliminação do negativismo, determínio, exorcismo, longevidade, normas, visões

 

Os planetas agem sobre os quatro elementos. A estes é atribuido na magia moderna:

$          Terra, cura, dinheiro, emprego, fertilidade, fortuna, prosperidade

$          Ar, divinação, poderes mentais, poderes psíquicos, sabedoria, visões

$          Fogo combate às maus influências, coragem, exorcismo e eliminação do negativismo, força, proteção, saúde

$          Água, amor, amizade, cura, fidelidade, meditação, purificação, sonhos proféticos, sono.

 

4-1 Funções mágicas das ervas   [topo]

 

Também usa-se as propriedades ocultas, etéricas das plantas, baseadas nas ligações com planetas e os elementos. A forma pode ser variada: usam-se defumações, talismãs, plantada junta com a porta da casa, pendurada num quarto ou na sala, carregada no corpo, queimada como incenso, em evaporações etcetera, mas também tomada como chá. O uso pode ser individual ou coletivo, pode ser em rituais com formas e rezas fixas ou em silêncio, em feitiços ou encantos, celebrações, adevinhações. Toda depende da a percepção das pessoas envolvidas, as características atribuídas às plantas usadas e o resultado que se pretende obter. O efeito visado pode por exemplo ser: ajudar, atrair, aumentar, chamar, curar, defender se, estimular, expandir, fortalecer, guardar, inspirar, potencializar, prevenir, propiciar, proteger, purificar, realizar; sempre em combinação com o efeito positivo visado ou negativo a ser afastado.

 

Na magia moderna as ervas são usadas em várias maneiras: utiliza-se as propriedades comumente aceitas; são usadas interna ou externamente:

$          Uso interno: como chá (em infusão, decocto, maceração), extrato, em inalações, suco, sumo, tintura, xarope, mas também podem ser comidas em saladas, em sopas, caldos.

$          Uso externo: entra em cataplasma ou emplastro, condicionador, creme, desodorante, gargarejos, gel, loção, óleo, pasta, pomada, sabão líquido, sabão de coco, sabonete, xampu, ungüento.

 

Também usa-se as plantas em pó, que é preparado na máquina de cozinha, no liquidificador, pilão. Rótula o frasco e guardar bem fechado num lugar escura, ventilado e aerado.

O uso das plantas bem como a determinação ou atribuição das influências das planetas, elementos e outros, na magia moderna pode ser baseado na sabedoria e nas rituais antigas, com certeza não usa-se mais as mesmas formas ou conteúdo. As diferenças às vezes são grandes.

 

Embora existem diferenças nos conceitos, muitas idéias e práticas são tão parecidas que pode ser tratada como uma única abordagem de medicina. Pretende introduzir elementos etéricos e espirituais nos métodos e substâncias que usam na cura. Para intender a natureza das substâncias e forças usam o sistema que na sua totalidade foi formulada por Avicena e depois integralmente usada durante a Idade Média na Europa. Os principais elementos espirituais foram reformuladas e revividas durante o Romantismo como contraforça contra o materialismo que queria explicar tudo a partir das características da matéria. A partir da década de sessenta do século passado há uma nova onde de interesse na magia e na Bruxaria moderna, que vem junto com o movimento hipie, mas que ficou e ainda está crescendo. Nos processos de cura quer usar as forças etéricos transmitidos dos entes elementares, que estão ligadas aos fenômenos naturais: plantas, pedras e cristais, o vento a chuva, as planetas etcetera. As forças são quantitativas, não qualitativas, portanto as quantidades dos remédios não são tão importante, o que conta é a exposição à influência.

 

5. CONCLUSÕES   [topo]

 

O uso de elementos não tangíveis, especialmente astrologia, mas também elementos como humores, temperaturas de remédios, temperamentos etcetera, está longo das considerações científicas modernas. Não tentei de introduzir estes componentes na medicina moderna. Tentei de criar interesse em compreender o que milhões de pessoas no mundo inteiro intendem como parte do seu sistema de saúde. Espero que era uma ajuda em intender a lingua dos outros. Só assim podemos talvez aproveitar destas partes dos seus conhecimentos para ser incorporadas em nosso vasto corpo de sabedoria.

 

6. LITERATURA   [topo]

 

para leitura adicional.

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Azevedo Fundão, Ézio de (edit.); Ervas medicinais; Mobral, posto cultural Carius CE, Duas Barras RJ, e de Bagé RS, s.d. cerca de 40 pgs., il.

Baker. Margaret; Discovering the folclore of plants; Shire, Tring UK. 1969, 72 pgs.

Balbach, A.; A flora nacional da medicina doméstica; 6ª ed. Ed. Edificação do Lar, São Paulo,1978; 2 vol.; 1260 pgs. index

Bockemühl, Jochen; Ein Leitfaden zur Heilpflanzenerkenntnis; Naturwissenschaftliche Sektion am Goetheanum, Suiça; Band I, 1996, 184 pag. ill; Band II, 2000, 254 pag. ill.; Band III, 2003, 448 pag. ill.

Brüning, Jaime; Cure-se com remédios caseiros; Assoeste, Cascavel 1988, 138 pgs. il.

Brüning, Jaime; A saúde brota da natureza; Educa, Curitiba 4ª ed. 1988, 450 pgs il.

Burns, Karima; The History and theory of Temperaments in Islamic Medicine;  on: www.islamonline.net/english/science/2001/01, de 1-3-2001

Catholic Encyclopedia: History of medicine; no: www.newadvent.org/cathen/10122a.htm, no 4-4-2005

Cavalcanti, Osmar C.; Remédios caseiros; Ed. Tecnoprint Ltda, Rio de Janeiro.

Clark, Linda; Os remedios naturais que curam as doenças; Ed. Tecnoprint Ltda, Rio de Janeiro.

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Irfan, Hwaa; Hikmat (Unani Medicine); no www.islamonline.net/English/science/2002/06/article 15.shtml, de 29-6-2002.

Lainetti Ricardo, Nei R. Seabra de Brito; A cura pelas ervas e plantas medicinais brasileiras; Ediouro Rio de Janeiro; 1979, 169 pgs. il.

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Paracelso; Edit: Maxim Behar; As plantas mágicas, botânica oculta; Hemus, São Paulo, 1976, 173 pgs.

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Usteri, A.; Pflanzen, Menschen und Sterne. Rudolf Geering Verlag Basel, 1927, 164 pag. il

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